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17 de abril de 2009
Jardim Piratininga: um retrato do Brasil


Michela Brígida
Apenas um muro separa os condomínios e a favela do Flamenguinho  
 
No Jardim Piratininga, a fronteira entre os condomínios Nova Era e Vida Nova e a favela do Flamenguinho é emblemática da desigualdade social no Brasil.

O Visão Oeste recebeu reclamações dando conta de que um vazamento de esgoto, decorrente da falta de canalização na área livre, estava importunando os moradores dos condomínios.

“Se a gente paga IPTU, mora em uma área particular, nós não temos que pagar por isso. Mesmo que o condomínio tivesse verba, não é nossa obrigação. Quem é responsável pela área livre?”, questiona Faraildes Paiva Marques, síndica do condomínio Vida Nova.

Faraildes afirma já ter conversado com a prefeitura, inclusive com o prefeito: “O Emidio veio aqui durante a campanha e ficou de resolver o problema”. A síndica conta que em julho de 2008 os moradores do condomínio pagaram uma limpeza por conta própria, no valor de R$ 800,00. A Sabesp afirma que se trata de uma rede particular de esgoto, e que esta não é operada pela companhia.

A prefeitura de Osasco também disse, por meio da assessoria, que o terreno onde se localiza a área é particular, e a cooperativa responsável pela construção dos condomínios tem a obrigação de resolver o problema. Mas prometeu organizar, em conjunto com a Secretaria de Habitação, uma ação para minimizar o problema.

A área onde fica a favela do Flamenguinho é invadida há cerca de 30 anos. Além dos condomínios de um lado, e da área livre do outro, há ainda prédios da CDHU. Os moradores da favela não foram beneficiados. A escolha dos moradores desses empreendimentos do governo do estado é feita por sorteio.